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MATÉRIA DO FOLHA DE S.PAULO DESTACA INCÊNDIOS EM MINAS GERAIS E TEM PARTICIPAÇÃO DE PROFESSOR DO DEF

O jornal Folha de S.Paulo chamou a atenção do público, por meio de uma matéria divulgada nesta terça-feira (21), para o fato de Minas Gerais ter registrado o mês de setembro com o maior número de incêndios florestais desde 2011. O texto conta com a participação do professor do Departamento de Engenharia Florestal (DEF) da UFV Fillipe Tamiozzo Pereira Torres, que coordena o Laboratório de Incêndios Florestais e Conservação da Natureza da instituição e fala sobre fatores que contribuem para os incêndios florestais nessa época do ano.

Fogo atinge parque do Itacolomi, em Ouro Preto – Divulgação – 20.set.2021/Capitão Toledo

De acordo com o professor Fillipe Tamiozzo, coordenador do laboratório de Incêndios Florestais e Conservação da Natureza do departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV), alguns fatores que contribuem para os incêndios florestais nessa época do ano são a baixa umidade relativa do ar, a redução das chuvas e as altas temperaturas.
“Durante a estação seca, diminui muito a quantidade de umidade disponível para os organismos vivos, entre eles as formações vegetais. A umidade menor no seu interior facilita que ocorra o processo de combustão. Quando o combustível está úmido é necessária uma energia para secar e depois para dar início ao processo de combustão. Quando esse combustível está seco, como nessa época do ano, não precisa dessa quantidade de energia tão grande, então é mais fácil ter essas ocorrências”, explica o professor.
Segundo ele, a estação seca em Minas Gerais é mais severa nos meses de agosto e setembro, mas pode se prolongar até a segunda quinzena de outubro, dependendo do ano.
No Brasil, segundo Tamiozzo, a grande maioria dos incêndios é provocada pelos seres humanos, seja com objetivo de limpeza de terreno, ou mesmo para causar danos intencionalmente.
“Todas as queimadas para limpeza têm que ser autorizadas pelos órgãos ambientais, em Minas Gerais o IEF (Instituto Estadual d Florestas). Mas quando o órgão aprova, o requisitante tem que levar em consideração a época que vai colocar o fogo. Essa época atual, por exemplo, não é adequada. Muitas pessoas fazem na clandestinidade, não tem técnicas seguras para utilização do fogo, fazendo fora da época correta e essa queima se transforma em incêndio.”

A matéria está disponível no site do jornal Folha de S.Paulo.

Fonte: Folha de S.Paulo


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